domingo, 7 de abril de 2013

Palmeiras e Maria Zélia seguem 100%



 Aconteceu neste domingo (7), a 3ª rodada do Campeonato Paulista de Futebol de Mesa de 2013. E mais uma vez as equipes do Grupo A mostraram sua força. Palmeiras, Maria Zélia venceram seus compromissos e mantiveram 100% de aproveitamento. Clube do Botão foi até São Caetano, derrotou o Fundação e deu um passo importante para fugir da degola. Já o Meninos, jogando em seus domínios, derrotou o atual campeão Corinthians e assumiu a liderança isolada do Grupo B.
            No Ipiranga, o favorito Palmeiras não encontrou dificuldades para atropelar o time da casa e venceu o Cisplatina pela contagem de 62 a 10. As parciais foram: 00 X 12; 04 X 08; 00 X 12; 01 X 11 e 03 X 09. Os palmeirenses Quinho, Jefferson e Diney foram os maiores pontuadores do jogo, todos com 11 feitos em 12 disputados.
            No Belenzinho, o Maria Zélia, derrotou o Círculo Militar, de virada, por 39 a 33 e entrou na Zona de Classificação do Grupo A, além de manter os 100% de aproveitamento. A partida começou equilibrada com empate em 06 X 06 na primeira rodada. Depois o time do Ibirapuera abriu vantagem ao vencer as duas rodadas seguintes por 07 a 05 e 08 a 04, levando para o intervalo uma vantagem de 06 pontos. Mas, na volta do intervalo, o Maria Zélia emendou um 12 a 00, virando o placar de forma espetacular. A vantagem foi mantida nas duas últimas rodadas, com dois empates em 06 a 06 e o placar final ficou 39 a 33 para o time do Belenzinho.
            Já o atual campeão Corinthians foi até São Bernardo, perdeu o jogo para o Meninos e despencou para o 3º Lugar do Grupo A, enquanto a equipe do ABC assumiu a liderança isolada do Grupo B. O placar foi: Meninos 39 X 33 Corinthians.
            No outro jogo da rodada, em São Caetano do Sul, o Clube do Botão de Campinas derrotou o Fundação por 41 a 31 e com isso, respira mais aliviado na competição. Confira a Ficha Técnica da partida:
Fundação 31 X 41 Clube do Botão
Parciais: 05 X 07; 06 X 06; 05 X 07; 09 X 03; 02 X 10; 04 X 08
Fundação jogou com: Paulão (06/12); Arturzinho (08/12); Kiko (04/12); Aldecoa (05/12); Tchaka (00/10); Vitor (06/06). Entraram ainda: Hallas (00/02) e Claudio Roberto (02/06).
Clube do Botão atuou com: João Pedro Gall (03/08); Sérgio Filho (08/12); Rafael Mello (08/12); Marcio Costa (06/12); João Pedro (07/12) e Rafael Santos (09/12). Entrou ainda: Sandro Pirikito (00/04).

Após três rodadas completas, a classificação do Paulistão 2013 é a seguinte:
GRUPO A:
1º Palmeiras e Maria Zélia: 09 pontos ganhos (o Palmeiras é o primeiro nos critérios de desempate); 3º Corinthians: 06 pontos e 4º Clube do Botão: 03 pontos.

GRUPO B:
1º Meninos: 06 pontos ganhos; 2º Círculo Militar: 03 pontos; 3º Fundação e Cisplatina: 00 ponto (o Fundação leva vantagem nos critérios de desempate).

A próxima rodada, a última do Primeiro Turno, está marcada para o dia 05 de maio com os seguintes jogos: Corinthians X Círculo Militar; Meninos X Maria Zélia; Palmeiras X Fundação e Clube do Botão X Cisplatina.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Paulistão entra na terceira rodada com jogo decisivo



Será disputada neste domingo (7), a 3ª rodada da Primeira Fase do Campeonato Paulista de Futebol de Mesa. Embora a competição esteja ainda no início, das quatro partidas que serão realizadas, uma é decisiva: o confronto entre Fundação e Clube do Botão. O jogo, que acontece às 9h na cidade de São Caetano, é uma reedição da final da última Copa Estado. Porém, mais que isso, as duas equipes ainda não venceram no Paulista e quem perder, irá se aproximar ainda mais do fantasma do rebaixamento.
            Pelos lados do time campineiro, João Pedro Gall demonstra confiança, mas prevê uma partida equilibrada. “Vai ser um jogo disputado de igual para igual, do início ao fim, como foi no passado. Mas espero que desta vez possamos vencer”. Questionado pelo BLOG se o jogo deste domingo será decisivo para a permanência da equipe na Primeira Divisão, o botonista do CDB diz que o time não pode depender apenas dessa partida para decidir seu futuro na competição. “Não será somente esse jogo, não podemos focar somente neles e perder os outros. Temos que entrar focado em todos os jogos, independentemente do adversário”.
            Pelos lados do Fundação, o clima é de apreensão. Contratado para essa temporada, Tchaka acredita que o time perdedor praticamente estará rebaixado. “A chance de rebaixamento é válida para as duas equipes, mas vamos lutar para não cair e fazer uma partida legal”. Sobre o fato de enfrentar seus antigos companheiros de Bloco do “R”, o atleta do CREF afirma que será um confronto tranquilo. “Acho que em primeiro lugar temos que ter espírito esportivo. E depois você colocar seu jogo na mesa para tentar vencer eles”.

Duelo de Titãs em São Bernardo
            Outro grande jogo da rodada está marcado para Rudge Ramos, em São Bernardo do Campo, onde o Meninos recebe o atual campeão Corinthians. O time da casa, que estreou com derrota na competição, mas se reabilitou na última rodada, faz sua primeira partida como mandante na temporada. Para o experiente Cássio, a equipe do ABC terá que encontrar seu jogo se quiser sair vencedora. “É um jogo dificílimo, pois todos os jogadores do Corinthians estão em ótima fase. Para o Meninos ter alguma chance, precisa que todos estejam concentrados e no seu melhor dia”.
            Para o Corinthians, o confronto deste final de semana será o primeiro grande teste do time na temporada. “Em minha opinião será o primeiro grande jogo do Paulista. O Meninos, como sabemos, se reforçou e é uma das forças para o título de 2013. A única maneira de sairmos com a vitória, e acho que isto serve para qualquer partida, é a tranquilidade. Mas a equipe está bem”, ressalta o botonista Sérgio Ricardo.

Davi contra Golias
            No Ipiranga, a equipe do Palmeiras, tenta manter os 100% de aproveitamento na competição contra o lanterna Cisplatina. As vitórias contra Meninos e Círculo Militar encheram de moral o time alviverde, mas para Dentinho, o foco tem que ser o mesmo dos demais jogos. “A partida é encarada como todas as outras partidas, querendo vencer. Treinamos na semana e neste sábado tem mais treino marcado”. Apesar do ótimo início, o atleta prefere manter os pés no chão sobre o rendimento da equipe e descarta favoritismo ao título. “Quanto a ser favorito, você sabe que isso não existe, até porque existem equipes muito iguais e finais são diferentes. O que vale hoje é a nossa vontade de jogar botão e isso está rolando”.
            No Cisplatina, a ordem é jogar no limite. Pelo menos é assim que destaca o botonista Guerra. “Espero fazer um grande confronto e jogar o melhor possível. Sabemos das dificuldades e das diferenças entre os times, mas esperamos fazer um jogo melhor do que fizemos contra o Maria Zélia e tentar dificultar as coisas para o Palmeiras”. O ex-palmeirense também fala sobre o fato de reencontrar seus ex-companheiros de clube. “É uma grande honra e uma grande oportunidade de confrontar meus amigos e alguns dos melhores jogadores que já vi jogar e joguei junto, como Mauro, Michilin e Jefferson. Como palmeirense que sou, e tendo jogado 17 no Verdão, o coração sempre estará lá no Parque, agora Arena. Mas agora represento as cores do Cispla”.

Na luta pelo topo
            No jogo que fecha a rodada, Maria Zélia e Círculo Militar duelam em um confronto, no mínimo, interessante. O time do Belenzinho, que iniciou o campeonato como uma grande incógnita, vem de duas vitórias consecutivas e pode se firmar ainda mais na briga pela ponta do grupo. Desfalque na última partida, mas presença certa neste domingo, Garcia prefere adotar a cautela para relatar o bom momento do time. “Com as saídas de jogadores que tivemos nos últimos anos, a equipe se mantém realista, sem muitas pretensões, pois reconhecemos nossas limitações. Sobre os dois jogos que vencemos, com todo o respeito às equipes que enfrentamos, tínhamos no nosso íntimo a obrigação de vencer, portanto, isso não seria uma surpresa e nem um fator decisivo para conquistarmos uma confiança extra. Contudo, sabemos que temos um sexteto competitivo, e que nossos jogadores dificultam o jogo diante de qualquer adversário. Se estivermos alinhados nesse pensamento, cada um confiando nos seus companheiros, com certeza daremos trabalho.
            Sobre o jogo contra o Círculo Militar, o jogador destaca ainda as qualidades do adversário deste domingo, mas confia no espírito vencedor de seu clube. “Creio que deva ser um jogo difícil, tanto pelo histórico do confronto, como pelo momento de reformulação que nossas equipes estão passando. Qualidade, técnica e experiência, as duas equipes possuem, portanto, eu acho que a gana de vencer o jogo será o diferencial para conquistarmos a vitória. Sendo otimista, creio que a gana maior estará ao nosso lado nesse domingo.
            No Ibirapuera, a palavra mais ouvida é reabilitação. A equipe chega para a partida tentando reencontrar o caminho das vitórias, após perder em casa para o Palmeiras. Uma nova derrota pode, inclusive, tirar o time da zona de classificação para as semifinais. Bruno Varoli acredita no potencial da equipe. “A derrota contra o Palmeiras, pelo formato do campeonato e pelo time que o rival tem, não foi nenhum desastre, mas nos obriga a fazer um grande jogo contra o Maria Zélia e tentar recuperar esses pontos perdidos na nossa casa. Muitos jogadores nossos disputaram a Copa do Brasil e vão estar bem treinados pra esse jogo, então a postura deve ser de um time confiante que tem tudo para voltar com a vitória mesmo contra um grande adversário”.
            O botonista ressalta ainda um desequilíbrio entre os grupos nesta fase incial. “O Grupo A está sim mais forte que o Grupo B. Além de Palmeiras e Corinthians, que tem hoje as duas melhores equipes do Brasil, ainda tem o Maria Zélia, com muita tradição e que sempre equilibra os jogos”.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Robertinho é tetracampeão da Copa do Brasil


A cidade de Nova Friburgo/RJ recebeu, neste feriado da Páscoa, a 7ª edição da Copa do Brasil de Futebol de Mesa – Modalidade 12 toques. E mais uma vez o título máximo da competição ficou com o paranaense Robertinho, atleta do Curitibano/PR. A conquista marca também a hegemonia do Paraná na competição. Das sete edições, os paranaenses venceram seis, sendo que em 2007, Robertinho foi campeão defendendo as cores do Santos/SP. O título marcou ainda o tetracampeonato do paranaense na competição, sendo o terceiro seguido (Robertinho venceu em 2007, 2011, 2012 e 2013).
            Para chegar ao caneco, Robertinho disputou 19 partidas, anotando 15 vitórias, 02 empates e apenas duas derrotas. Na grande final, derrotou o paulista Tadeu (Corinthians) pela contagem de 7 a 2.
            Ainda comemorando o título, o botonista gentilmente atendeu a reportagem do BLOG DO VALINI para falar sobre a conquista. “Foi especial pra mim, pois estava com muitas dúvidas em relação ao time que iria jogar. Foi um campeonato com muitos adversários fortes e de um modo diferente dos outros (mata-mata). Consegui jogar em alto nível mesmo sem os amigos daqui do Paraná que sempre torcem por mim”. O atleta também confidenciou que, apesar de não atravessar uma grande fase, se preparou mentalmente para essa disputa. “Eu sempre penso que vou vencer, estudei um método de treinamento mental que é assim - só vitórias na mente. Então eu já saí daqui ‘achando’ que ia ganhar, mas colocar em prática é bem diferente e difícil”.
            Pela primeira vez, Robertinho comentou sobre a derrota sofrida na semifinal do Mundial do ano passado, disputado no Rio de Janeiro e afirmou que isso ainda o incomoda. “A derrota no Mundial ainda está aqui, nunca paro de pensar nela - abalou demais. Nunca treinei tanto para uma competição como para o Mundial do ano passado. É uma frustração que sempre carrego comigo”.
            Sobre o fato do Paraná não conseguir obter o mesmo desempenho vitorioso na disputa do Campeonato Brasileiro por Equipes, o campeão diz que os botonistas não focam na competição. “Não acho que falta o Equipes para consolidar o Paraná como uma potência. O IVN já venceu um Brasileiro e jogando só com 4 jogadores. Aqui (no Paraná) não há foco no Equipes, não se joga pra isso, não se treina isso. O que existe é a vontade de ganhar um Equipes, justamente pela dificuldade dessa competição”, finalizou.


Confira a classificação final da Copa do Brasil 2013 (foto):
CAMPEÃO: Robertinho (Curitibano/PR))
Vice-Campeão: Tadeu (Corinthians/SP)
3º Lugar: Marcus Vinícius (Friburguense/RJ)
4º Lugar: Galdeano (Corinthians/SP)
5º Lugar: Bruno Varoli (Círculo Militar/SP)
6º Lugar: Fabio Borges (Círculo Militar/SP)
7º Lugar: Pedreira (América/RJ)
8º Lugar: Dudu Costa (Ginástico/RJ)

Pela Série Prata, o título ficou com Duda (Círculo Militar/SP), que na final, bateu o carioca Bira (América).

GALERIA DOS CAMPEÕES:
2003 – Tadeu (Juventus/SP)
2007 – Robertinho (Santos/SP)
2008 – Vitor (Londrinense/PR)
2010 – Ednilson (IVN/PR)
2011 – Robertinho (Curitibano/PR)
2012 – Robertinho (Curitibano/PR)
2013 – Robertinho (Curitibano/PR)

Confira o vídeo da grande decisão da Copa do Brasil 2013, gravado pelo botonista Rodrigo Pedreira:
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=hMsHu_6k-Ts

quinta-feira, 28 de março de 2013

Com críticas, Rio de Janeiro recebe a Copa do Brasil de Futebol de Mesa


Será disputada neste final de semana prolongado (feriado de Páscoa) a Copa do Brasil de Futebol de Mesa. A competição acontece em Nova Friburgo/RJ, no ginásio de esportes do Friburguense. Diferente das outras edições, em 2013 o torneio será uma espécie de “RJ X SP”, com um paranaense e um goiano como intrusos. Serão mais 19 botonistas cariocas e outros 11 paulistas.
O BLOG DO VALINI conversou com alguns botonistas envolvidos na disputa. O que chamou a atenção foram as reclamações sobre a data da competição, que coincide com um feriado santo da Igreja Católica, a distância e até mesmo a forma de disputa, como destacou o atleta carioca Pedreira, do América/RJ. “Particularmente, fiquei muito chateado com a mudança da fórmula. Só descobri depois de inscrito. Era muito legal ter 16 caras tops do brasil disputando o campeonato em pontos corridos. Agora a Copa do Brasil ficou sem nenhum diferencial para os outros torneios. Se soubesse que seria a fórmula, não teria nem me inscrito".
O botonista também lamentou a ausência de atletas de outros estados e disse que o calendário precisa ser revisto. “Acho que a não participação dos outros estados é uma coisa muito ruim. Alguma coisa precisa ser revista no calendário nacional. Não sei se foi a proximidade do Brasileiro Individual, o fato de ser o feriado de Páscoa, se foi a distância de Friburgo, ou por termos muitos torneios no ano, só sei que não houve muito interesse para essa Copa do Brasil”.
Com relação a parte técnica, Pedreira classifica que os botonistas saíram perdendo. “O Paraná é a grande potência do individual nos últimos tempos e só vem com o Robertinho. Muita gente boa fora do eixo ‘RJ XSP’ também ficou de fora. A medida dos botões e o estilo de jogo dos jogadores de cada estado variam muito. A falta dessa variedade joga contra o nível técnico da competição. Mas enfim, é claro que teremos muita gente boa e o que sair campeão vai ter que jogar muito”.

Favorito, mas nem tanto...
            Atual campeão da Copa do Brasil, o paranaense Robertinho também lamentou a ausência de mais botonistas fora do rixo Rio-São Paulo. “Uma  pena mesmo não ir mais gente aqui do Paraná. O campeonato acabou ficando numa data ruim pra galera daqui e ainda na contramão. O pessoal achou caro pra participar e tem muita gente com filho pequeno. Tudo complicou”. O multicampeão também reclamou sobre a mudança na forma de disputa. “Eu não gostei da Copa do Brasil seguir o modelo do Brasileiro (Individual). Eu acho que deveria continuar com todos contra todos na última fase”. Sobre sua expectativa para a competição, Robertinho diz que chega sem confiança para defender o “scudetto”. “Não sou mais o cara a ser batido, isso já passou. Troquei de time várias vezes e não achei outro pra jogar. Vou para prestigiar o campeonato, tentar fazer bonito e se o pessoal deixar, quem sabe belisco mais uma Copa. Decidi o time que vou jogar essa semana. Será a primeira vez desde 2007 que vou pra competição sem achar que vou ganhar. É triste, mas a má fase chega pra todos”, concluiu.

Otimismo e confiança
Figura ímpar no Futmesa brasileiro, Bad, botonista do Clube dos 500/RJ, está otimista para a competição e aposta na boa fase para fazer bonito. “A Copa do Brasil é um torneio de tiro curto que não nos permite falhas. Na minha opinião é o segundo torneio do Brasil, individualmente falando, e espero um bom desempenho da minha parte, pois venho de um 16º lugar no Brasileiro do ano passado e continuo jogando em alto nível”.
O também carioca Fabio Borges, campeão sul-americano de Futmesa e que estará defendendo as cores do Círculo Militar no torneio, diz que o segredo é saber dosar os dois primeiros dias da competição. “O segredo é manter uma média regular durante os dias de competição. Não se dá ao máximo nos primeiros dias e dosar as forças para o momento certo. Quando chegar na hora do ‘vamos ver’, ter sangue nos olhos e despejar todas as energias. Um detalhe importante: o clima frio ajudará todos os botonistas”.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Após mais um vexame em casa, Ituano demite técnico


Nem mesmo o dilúvio que caiu em Itu na noite deste domingo (24), impediu que o Galo rubro-negro sofresse mais uma derrota, a sétima em 14 jogos, no Campeonato Paulista. Jogando em casa, o Ituano chegou a sair na frente do Oeste, com um gol de Tiago Bezerra logo no início da partida. Mas, apresentando inúmeras falhas, principalmente defensivas, cedeu o empate ainda na etapa inicial e, na segunda etapa, após uma chuva torrencial que atingiu a cidade e chegou a paralisar o jogo por 15 minutos, em virtude de uma queda de energia, o Oeste virou a partida e, de quebra, jogou o Galo para a 15ª posição na tabela, três pontos apenas à frente do primeiro time da Zona do Rebaixamento. Pior que isso, Roberto Fonseca, o técnico que salvou a equipe da degola em 2012, acabou sendo demitido após o jogo.
            Mas a crise do Ituano vai mais além do que as quatro linhas. O problema passa pela administração do clube. Afinal, um time que iniciou o século conquistando títulos (Paulistão, Série C do Brasileiro), não despenca de uma hora para outra. Desde que o ex-jogador Juninho Paulista assumiu o comando do Galo, a equipe nunca mais foi a mesma. Sempre brigando na parte de baixo da tabela, o time coleciona fracassos e a permanência na elite do futebol paulista parece ser a única coisa que “motiva os dirigentes”.
            A partida deste domingo foi a 71ª do Ituano dentro do Paulistão, sob a administração Juninho Paulista. São ridículas 19 vitórias (26,7%), 16 empates e sonoras 36 (50,7%) derrotas. O time tem 83 gols marcados (média de 1,16 gols por jogo), contra 127 sofridos (média de 1,78 por partida).
            A equipe fez também 33 partidas como mandante, obtendo nove vitórias, nove empates e 15 derrotas. Foram 46 gols marcados e 53 sofridos, um aproveitamento de 36,3% dos pontos disputados dentro do Novelli Junior.
            Se fora dos campos, o “chefe” do futebol em Itu fez a reforma do estádio municipal, ampliando a capacidade do mesmo, e está concentrado na criação de um Centro de Treinamento, em condições de abrigar uma seleção na próxima Copa do Mundo; é preciso lembrar que sem um time decente e com qualidade, nada disso surtirá efeito...

Os números da “Era Fonseca”
            Roberto Fonseca dirigiu o Galo em 25 partidas. A estreia no comando técnico do Ituano aconteceu no dia 22 de fevereiro de 2012, quando a equipe perdeu por 1 a 0 para a Ponte Preta, em jogo válido pela 9ª rodada do Paulistão daquele ano.
Sob sua direção, o rubro-negro obteve sete vitórias, sete empates e 11 derrotas (um aproveitamento de 37,3% dos pontos disputados). A equipe marcou 32 gols e sofreu 43, um saldo negativo de 11. Dentro do Novelli Junior, o desempenho é ainda mais fraco. Foram 11 jogos em casa, com apenas duas vitórias, com cinco empates e outras quatro derrotas (aproveitamento de 33,3%). O time marcou 18 gols e sofreu 21.  
 Roberto Fonseca deixa o time de Itu na 15ª colocação, com 13 pontos ganhos em 14 rodadas.
Fonseca foi demitido após derrota para o Oeste

quinta-feira, 21 de março de 2013

Clubes do litoral se unem para criação de Liga Metropolitana da Baixada Santista



A Baixada Santista dá início neste final de semana a um grande e inovador projeto do Futebol de Mesa. A criação de uma Liga Metropolitana. Para isso, será realizada neste sábado (23), o 1º Torneio Metropolitano de Futmesa. A competição, voltada para os botonistas dos clubes da baixada, terá início às 14h e será disputada em Ulrico Mursa, casa da Portuguesa Santista.
            “Inicialmente pretendemos fazer três Metropolitanos ainda este ano e, no final, fundar a Liga, com os atletas definidos na 1ª e 2ª divisão”, explica Bergamini, um dos organizadores do projeto. De acordo com o botonista, a pontuação será idêntica a que a Federação Paulista utiliza nos Opens e haverá premiação com troféus e medalhas para os vencedores. Além disso, em cada etapa, um botonista que fez história no litoral será homenageado. “Pretendemos homenagear o primeiro campeão estadual, o qual era da baixada - Benito Gravina - mas ainda não decidimos, pois temos vários atletas que estão em outro plano que tanto engrandeceram o Futebol de Mesa e merecem também uma homenagem”.
Segundo Bergamini, o objetivo principal é fortalecer o esporte no litoral. “Nós temos cerca de 60 botonistas nos três clubes da baixada (Clube 2004, Portuguesa Santista e Ocian), mas somente um terço, ou pouco mais, participam efetivamente dos campeonatos internos dos clubes. Ainda temos a esperança que o Vila Souza (do Guarujá), venha engrossar nossas fileiras. Pretendemos fortalecer o Futmesa, esperando despertar o interesse das pessoas (principalmente crianças) e levar adiante a nossa paixão (jogos de botão)”.
A ideia da criação da Liga Metopolitana teve a participação também dos seguintes botonistas: Mario (Portuguesa Santista), Edu Lemos (Praia Grande), Cléo (Ocian/2004), Novaes (2004/Portuguesa Santista), Diogo (Ocian/Portuguesa Santista), Danilo (Portuguesa Santista), Charleaux (Portuguesa Santista), entre outros.
E os planos são ousados. Depois de fundada a Liga, o objetivo será filiá-la junto à Federação Paulista de Futebol de Mesa. “Vamos tentar essa filiação, para que nossos jogos sejam ‘pontuados’ junto a entidade máxima estadual. Não conversamos ainda coma Federação mas, com certeza, o pessoal está observando a gente e sabem o que está ocorrendo”, concluiu Bergamini.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Botonistas aprovam mudanças nos Opens da Federação Paulista



Nos dias 02 e 03 de março foi realizado o 1º Open do ano, torneio individual promovido pela Federação Paulista de Futebol de Mesa. A competição foi disputada em três sedes distintas. A cidade de São Bernardo do Campo recebeu a Primeira, Segunda e Terceira Divisão do Adulto, além da categoria Máster. Já os municípios de Bauru e Americana realizaram o Open do Interior. Somados todos os torneios, cerca de 180 botonistas do Estado de São Paulo se dividiram entre as sedes, um marco no Futmesa paulista. Porém, o que chamou a atenção foram as mudanças estabelecidas para este ano.
            A primeira delas diz respeito a oportunidade que o botonista, principalmente quem reside no interior, tem de escolher o local em que irá disputar, podendo optar por um torneio mais próximo de sua cidade. Outra mudança foi o acesso e rebaixamento nas três divisões da categoria Adulto e por último, a não premiação de botonistas que deixam o local do torneio, antes do término do campeonato.
            Sobre esses assuntos, o BLOG DO VALINI conversou com o presidente da FPFM, Jorge Farah, que explicou os motivos que levaram a Federação Paulista e tomar essas medidas. O presidente começou dizendo que não entregar medalhas para aqueles que vão embora antes do encerramento da competição começou em 2010 e que hoje a FPFM ainda faz este tipo de premiação (até o 8º de cada categoria) por um pedido dos próprios botonistas. “A atitude de não entregar a premiação aos que se retiram do local de competições, na verdade, já havia sido tomada por esta diretoria desde 2010, quando percebemos que alguns atletas estavam ausentando-se antes da premiação, o que é lamentável, posto que quando você se dispõe a participar de um campeonato, tem que se programar, independente de qual fase atingiu. A partir do momento que existe uma premiação, que estamos fazendo por uma solicitação dos próprios atletas (que se premie ate o 8º colocado), o mesmo tem que ficar para receber”.
            Farah disse também que a situação pode ser revista e cogita, inclusive, premiar apenas os três primeiros colocados. “Caso nós, com o tempo, venhamos a perceber que não existe interesse, alteraremos a premiação, fazendo como qualquer esporte normal, que premia apenas os 3 primeiros colocados, assim ninguém ficará ‘obrigado’ a permanecer até o final do evento”.
Outro desabafo feito pelo presidente da Federação Paulista de Futebol de Mesa diz respeito aos custos que o esporte proporciona, que segundo ele, são altíssimos. “O Futebol de Mesa premia demais, se não veja, em cada divisão se premia os 8 primeiros colocados, caso tenhamos 4 divisões de Adultos você entregará 32 premiações, mais as do interior em número de duas sedes com mais 16 prêmios e ainda o Máster com mais 8 prêmios. Portanto, são 56 troféus e medalhas, para um esporte amador e pobre, um custo altíssimo, mais aluguel de local, bolas, traves, mesas, mão de obra, etc., veja o custo disto e ainda ouvimos e temos que ler comentários que é um troféu a mais, ou mais uma disputa, é apenas um pequeno custo a mais para a Federação. Dar mais uma premiação ou fazer um torneio repescagem, demanda tempo, mão de obra, trabalho de pessoas, a maioria das vezes não remunerada, enfim ideias ‘faraônicas’ que não são do presidente (me perdoe a brincadeira). Quero deixar claro que tudo que se faz hoje no nosso Futebol de Mesa é baseado em ideias dos próprios botonistas, lógico que as ideias são importantes, mas, tem que se racionalizar, pensar em que aquilo irá interferir, e de que forma”.
            No Open do último final de semana, os botonistas Garcia (8º da Primeira Divisão), Paolo (5º da Segunda Divisão), Hylson (6º da Segunda Divisão) e Limão (8º da Segunda Divisão) acabaram ficando sem a premiação, uma vez que deixaram o local, antes do término do torneio. Em contato com o botonista Hylson (um dos punidos), o mesmo afirmou que a atitude tomada pela FPFM está correta. “Acho justíssimo! (não receber a medalha). Só fui embora porque o estava de carona com o Paolo e ele insistiu. Acho uma falta de respeito o cara ficar até as quartas e quando eliminado sair antes da premiação”.

ACESSO E REBAIXAMENTO
            Outro ponto muito comentado pelos botonistas, em sua grande maioria de forma positiva, foi a questão das divisões e os acessos e rebaixamentos. Para o presidente Farah, a mudança facilitou a interpretação de leigos. “Pelo que pude perceber a separação em divisões foi do agrado da maioria dos botonistas, e para que os leigos entendam como funciona o esporte, ficou muito mais fácil, pois agora você tem campeões de divisões e não de Ouro, Prata, etc., o que era muito complicado para explicar agora ficou fácil e claro”.
            O presidente da Federação Paulista também deixou claro que a mudança deixou a competição mais atraente e competitiva. “A tendência dos Opens é ter acesso e descenso independente de ranking, acho que este é um caminho sem volta, torna o evento muito mais competitivo e atraente. Ainda não definimos detalhes, pois é muito cedo ainda, mas a tendência é que caiam vários e suba o mesmo número que cair. Vamos ver todos os detalhes ainda, é muito cedo para definições, tudo está em estudos, mas não deve fugir desta nova tendência.
            No primeiro Open do ano, os botonistas que sofreram com o rebaixamento foram: Dile (Maria Zélia), Alex Bahr (Corinthians) e Schalke (Meninos) na Primeira Divisão; Dani (Corinthians), Miguel (Fundação) e Sérgio Nenê (Maria Zélia) na Segunda Divisão.
            O atual campeão paulista Individual Alex Bahr, mesmo caindo de divisão aprovou a novidade. “Eu sou a favor disso sim, mesmo eu tendo sido a vítima. Sou a favor também do número menor de participantes por séries, considero ideal cada divisão ter 24 atletas”.
            Entre os que conquistaram o acesso, estão: Arthurzinho (Fundação), Melli (Palmeiras) e Chico Rojo (Cisplatina) da Segunda para a Primeira Divisão; Perrotti (Círculo Militar), Fúlvio (nacional) e Dedê Sírio (Jacareí) da Terceira para a Segunda Divisão.
            Procurado pelo BLOG DO VALINI, o campeão da Terceira Divisão, Paulo Perrotti, vê a mudança como interessante e estimulante. “Na minha opinião, a mudança de séries para divisões é algo bem interessante, pois visa premiar aqueles que tem boa performance nas divisões de base, além de estimular aqueles que estão nas últimas posições a não relaxarem ou abandonarem o torneio pois, caso contrário, serão punidos com o descenso.
            Perrotti também sugere que a FPFM estimule os clubes a promover torneios internos e cita o Tênis como referência. “Paralelamente, creio que a Federação deveria estimular torneios especiais, de menor porte, na sede dos clubes, como a ATP realiza com os tenistas. Este é um grande sonho que tenho como jogador e dirigente no esporte: poder descentralizar a realização dos torneios. Espero que, para o ano que vem, possamos fazer uma revolução neste sentido. Estou à disposição para ajudar”

SÉRIES DO INTERIOR
Também elogiada pelos botonistas foram os Opens do Interior. Tanto na cidade de Bauru, como em Americana, o torneio contou com a aprovação dos atletas. Para o presidente Farah, trata-se de uma medida que atingiu o objetivo. “As séries do Interior foram um sucesso, para uma primeira experiência, afinal de contas quase 60 atletas jogando, muito bom, facilitando o deslocamento de todos. Esta é uma tendência que deverá ser seguida, embora neste segundo Open tenhamos apenas uma sede no interior, por decisão conjunta do presidente e do diretor técnico. No terceiro Open voltaremos com as duas sedes, tudo vem a ser um grande teste para as mudanças”.

ESCLARECIMENTO:
            Ainda a respeito sobre a questão do acesso e também do rebaixamento, o BLOG DO VALINI foi buscar informações a respeito de como irá funcionar esta fórmula nos próximos torneios. Resumidamente, a informação obtida junto a representantes da Federação Paulista, o rebaixamento seria uma “punição’ ao botonista. Como exemplo citamos a questão do atual campeão paulista da modalidade, Alex Bahr. O botonista foi rebaixado para a Segunda Divisão. No próximo Open, se ficar entre os três últimos jogará a Terceira Divisão e se ficar entre os três primeiros, sobre para a Primeira divisão novamente. Porém, se ele não cair, nem subir, no próximo Open (o terceiro da temporada) ele volta a se classificar pelo ranking. A explicação é que se trata de um torneio baseado no ranking e que o rebaixamento ou aceso seria como um “bônus” ou uma “punição”.